segunda-feira, 22 de junho de 2009
Escolhas
segunda-feira, 16 de março de 2009
Será que voltei?
quarta-feira, 5 de março de 2008
Eleições nos EUA 4 e Células Tronco Embrionárias
Ontem foi um dia importante nas prévias eleitorais norte-americanas. Hillary conseguiu ganhar delegados suficientes para continuar na disputa.
Eu continuo em dúvida. Apesar dos dados que pendiam para o Obama, agora estou mais simpatizante à Hillary. Talvez por causa dos discursos mais religiosos dele, ou talvez porque ele seja preferido pelos republicanos. Talvez porque o trabalho e história de Hillary sejam mais conhecidos e por isso mais confiáveis?
Mesmo assim, sigo indefinida. A cada momento uma nova notícia me faz mudar de opinião. Uma lei aprovada por Hillary que pode beneficiar um amigo pessoal, um assessor de Obama que faz reuniões às escondidas dizendo que as propostas do senador são eleitoreiras. Por aí vai.
Também é necessário pensar que estas não são as eleições finais. Um dos dois enfrentará o republicano-conservador McCain - confirmado nas prévias de ontem (para mim, quase pior que Bush, menos grave que Huckabee). Qual dos dois terá mais chances? Tudo indica que é Obama. Isso é bom ou ruim?
Vou continuar observando.
Voltando para o Brasil, hoje é um dia importante. O STF vai julgar a constitucionalidade da lei que permite a pesquisa com células tronco embrionárias. Um julgamento sobre o direito à vida, e principalmente, sobre o Estado laico.
A lei de biossegurança permite que embriões gerados em laboratórios, para fins de reprodução assistida, que estejam congelados há mais de três anos (e por isso inviáveis), desde que haja autorização dos "pais", sejam usados para extração de células tronco.
As células tronco são a nova esperança na medicina, prometendo a cura de diversas doenças. É possível usar células tronco adultas, que apresentam bons resultados, mas nada comparado às células tronco embrionárias. Por estarem em um estágio muito inicial de desenvolvimento, as células retiradas de embriões têm maior possibilidade de exercerem quaisquer funções no corpo humano.
De um lado, está o argumento religioso. A vida tem início na concepção e por isso, usar os embriões é igual a matar alguém. De outro lado, está a ciência. Consideram que, independente do entendimento de quando a vida começa, estes embriões serão necessariamente jogados no lixo e não têm a menor possibilidade de gerar uma pessoa. Não haveria porque não usá-los para a pesquisa e a cura de doenças (de pessoas vivas).
Se a discussão for sobre o momento de início da vida, ou do momento que ela passa a ser protegida juridicamente, muitos são os entendimentos. Os católicos consideram que o início da vida ocorre com a fecundação do óvulo. Os cientistas se dividem. Para uns a vida começa com a existência de atividade cerebral (argumento que permite, por exemplo, o desligamento dos aparelhos em caso de morte cerebral). No meio, está a idéia de que a vida passa a ser protegida a partir da nidação do óvulo. Ou seja, após a fecundação, o óvulo se prende na parede do útero, dando início à gestação (esse argumento permite o uso da pílula do dia seguinte ou do DIU, anticoncepcionais que evitam a nidação, não a fecundação).
No caso da pesquisa com embriões, acrescenta-se o fato de que apenas é permitido o uso de embriões inviáveis, que em nenhuma hipótese poderão ser implantados no útero da mãe, e por isso nunca se tornarão uma pessoa. Este fato faz com que muitos católicos defendam a pesquisa.
Independentemente de quando a vida começa, este julgamento é sobre a laicidade do Estado. O reconhecimento final de que a Igreja não tem influência sobre a vida pública. Nove dos onze ministros do Supremo declararam-se católicos. Que sejam felizes com suas crenças, que pratiquem da forma que queiram. Mas que não tragam suas influências para as decisões do Estado. O que está em jogo aqui é a definição dos limites entre as esferas pública e privada.
Aguardo ansiosamente pelo resultado.
Volto logo, prometo.
Abraço,
Joana.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Cuba
A revolução cubana ocorreu em primeiro de janeiro de 1959 e depôs um governo corrupto e repressor, representado pelo presidente Fulgencio Batista. As condições sociais pré-revolução eram lastimáveis e os governantes se locupletavam das relações entre o país e os Estados Unidos.
Fidel Castro assumiu o poder, e, com amplo apoio popular, declarou o caráter socialista da revolução e tomou medidas de reestruturação da ilha.
A principal conquista do governo castrista se referiu aos elevados índices sociais alcançados. Segundo um levantamento feito pelo site UOL, as estatísticas são impressionantes:
“De acordo com pesquisa da Pnud, organismo da ONU, o índice de pobreza de Cuba entre os 102 países em desenvolvimento pesquisados era o sexto menor em 2004.
Segundo a ONU, em 2003, a mortalidade infantil de Cuba era de 6,2 habitantes para cada 1000 (no Brasil, o índice era de 28,6 por 1000). Dados da Unesco em 2002 relatavam que 98% das residências cubanas possuíam instalações sanitárias adequadas (contra 75% das brasileiras). Em 2006, Cuba obteve a 50ª colocação no ranking de IDH, situada entre os países de alto desenvolvimento humano (o Brasil é o 69º). A mesma pesquisa colocava o índice de analfabetismo cubano em 0,02% da população (no Brasil, a taxa era de 13,7%).
A CIA, central de inteligência americana, que organiza o "World Fact Book", um levantamento anual de dados sobre os países do mundo, estimava em 1,9% o desemprego em Cuba. No Brasil, segundo a mesma fonte, o índice era de 9,6% no ano passado. Ainda de acordo com o "World Fact Book", a expectativa de vida ao nascer na ilha era de 77,41 anos -contra uma esperança de 71,9 anos no Brasil.
De acordo com a própria CIA, que reconhece ter organizado atentados à vida de Fidel e tentativas de invasão de Cuba na década de 1960, os índices de criminalidade e de tráfico de drogas na ilha são "muito baixos". Por outro lado, em 2005, havia apenas 850 mil linhas de telefone -ou seja, suficientes para menos de 10% da população de mais de 11 milhões de habitantes”.
(http://noticias.uol.com.br/ultnot/especial/2008/cuba/cubasobfidel.jhtm)
São dados extremamente relevantes. Eu diria louváveis.
Mas aí nos deparamos com a ditadura. Uma ditadura rigorosa e perene. Liberdade de expressão, nem pensar. Oposição só na cadeia ou no paredão. Aprisionamento de pessoas no país. Eleições, só de brincadeira. E medo.
Eu estive em Cuba em fevereiro de 1988, há exatos 20 anos (antes da queda do muro de Berlim, quando o país ainda recebia auxílio financeiro da ex-URSS). Acredito que tenha mudado bastante depois disso. Não sei se para melhor ou pior.
Fui com a minha mãe, fazer um tratamento médico, considerado de ponta na época (anos depois foi provado ser uma fraude). Eu nem tinha 8 anos e tudo aquilo era muito diferente e fascinante para mim.
Na primeira noite no decadente hotel, tive uma crise de asma seriíssima. Fomos ao hospital às pressas. E a verdade é que o famoso sistema de saúde cubano, naquele momento, não pareceu nada diferente dos hospitais públicos brasileiros.
Filas enormes, gente espalhada pelos cantos, sujeira... E, por causa do embargo econômico (acredito), não havia plástico, por exemplo. Quer dizer, nada de seringas ou máscaras de inalação descartáveis.
Que tipo de informação recebemos fora de Cuba? Sabemos do que estamos falando?
Meu trabalho é dedicado aos direitos humanos. Tenho colegas e amigos, que trabalham nesta mesma área e fazem trabalhos fantásticos, pessoas que respeito e admiro imensamente, e que defendem o sistema cubano e o poder de Fidel Castro.
Isso eu não consigo compreender. O reconhecimento das melhorias sociais na ilha é inegável, mas pergunto: a que custo? A revolução foi importante para o povo cubano, mas não posso jamais aceitar uma ditadura, especialmente rigorosa e longa como essa.
Vamos ver o que a história reserva à “Ilha de Fidel”...
Abraços,
Joana.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Cigarro 2
Hoje li no jornal (O Estado de S. Paulo) que o governo federal, além de propor o aumento do preço do cigarro, pretende proibir os fumódromos, independentemente se instalados em lugares públicos ou privados.
Quanto ao aumento de preço, eu concordo. O governo argumenta que isso dificultaria o acesso dos jovens ao cigarro. Pode ser. O problema é que há nesta medida um corte de classe. Jovens pobres fumarão menos, jovens ricos continuarão a entregar-se ao vício. Enfim, pelo menos já são alguns “salvos”, ainda que forçosamente.
Para mim, o aumento é justo porque o consumo do cigarro traz gastos elevados ao sistema público de saúde, e esse dinheiro deveria vir dos impostos pagos pelos consumidores do produto.
Há, por outro lado, o argumento que o aumento do preço do maço de cigarros acarretaria em mais sonegação e contrabando. É verdade também. Por isso essa medida deve ser acompanhada de atitudes complementares.
De qualquer forma, o que me deixa intrigada é a proibição dos fumódromos.
De acordo com a reportagem, de 1979 a 2003 o número de fumantes caiu de 39% para 18% entre a população maior de 15 anos. No mesmo período, o número de mortes entre mulheres vítimas de câncer de pulmão cresceu 96,95%. O cigarro é responsável por 90% dos casos desse tipo de câncer. Entre os 10% restantes, um terço é composto por fumantes passivos.
Primeiro: não entendo a diminuição dos fumantes e o aumento do câncer. Se o cigarro é responsável por 90% dos casos, o índice de câncer de pulmão deveria ter diminuído também. Sim, é verdade que, mesmo que eu pare de fumar hoje, não estou livre do câncer causado pelo cigarro no futuro. Mas o índice deveria, no máximo, permanecer constante, não?
Segundo: Se um terço dos 10% dos casos de câncer restantes são de fumantes passivos, significa que 3,33% das pessoas que morrem de câncer de pulmão são vítimas passivas do cigarro. É MUITO, lógico!
Eu só queria saber qual era a relação dessas vítimas com o cigarro. Eram casadas com fumantes? Trabalhavam em ambientes fechados, cheios de fumantes? Freqüentavam bares esfumaçados? Ou simplesmente passavam parte do tempo na sala de embarque do Galeão, a alguns metros do “smoking point”?
Minha questão é: os fumódromos, bem instalados, isolados e com eficiente sistema de exaustão contribuem para que haja vítimas passivas do cigarro? Ou as razões são outras?
Se alguém me responder isso com segurança, que os fumódromos têm sua parcela de culpa, eu aceito. Se não, penso que essa medida trata-se somente de uma histeria excessiva e intolerante, como já defendi anteriormente.
Abraço,
Joana.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
De volta
Fui buscar a minha dissertação na gráfica hoje, e como nada pode ser simples, não deu certo. Mandei fazer a capa com uma semana de antecedência, porque é o que mais demora, e enviei o conteúdo ontem.
Quando vi os 12 exemplares em cima do balcão fiquei animada, mas olhando com cuidado, percebi que estava escrito tudo torto na capa! Resultado: eles vão refazer para amanhã, em cima da hora do prazo final. Por que não deixar mais emocionante?
Eu ia escrever sobre a superterça, mas não tive nenhuma opinião diferente. Os republicanos estão definidos, os democratas em disputa ainda mais acirrada. Só se fala em fonte de financiamento para as campanhas... Se alguém tiver alguma informação/idéia sobre o assunto, be my guest...
Volta oficializada. A partir de amanhã, cheia de opinião...
Beijos,
Joana.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Nem tão rápida
A má notícia (para mim...) é que estou sem internet. Tenho contado com a boa vontade de alguns, mas geralmente tenho apenas poucos minutos disponíveis para navegar e várias coisas para resolver.
Assim, a pausa de postagens está oficialmente estendida, até depois do carnaval...
Vale lembrar, dia 5 (no Brasil só alegria) é a superterça das prévias nas eleições norte-americanas.
Cheia de assunto.
Beijos,
Joana.